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Você tem paciência para ir à Disney?

Para quem me acompanha há mais de um ano pelo Instagram, sabe que, em março, eu fui à Disney por 5 dias.
Para quem me acompanha há muitos anos, sabe que eu vou a pelo menos um dos parques quase todos os anos. Acho isso um mega privilégio, porque amo todas as minhas visitas e, muitas vezes, elas têm focos diferentes.

Outra parte desse privilégio é que tenho paciência para ir à Disney, e disso surgiu o título deste blog: “Você tem paciência para ir à Disney?”. É uma pergunta, sim, mas também uma provocação.

A vontade de escrever sobre isso veio da minha ida à Disney e também de ter visto um grande influenciador dizer que não gostou da visita. E quer saber? Eu concordo com ele: não é para todos. Chega a ser irônico, porque os parques estão sempre lotados, mesmo com o aumento dos preços nos últimos anos.

Mas, ao ver todas as filas, eu sempre me pergunto se as pessoas estão ali como eu, alimentando sonhos e se divertindo no caos que aquilo pode ser, ou se, internamente, estão como o influenciador que mencionei, detestando a experiência e com muita vontade de ir para casa.

Honestamente, acho que é meio a meio.

E aqui vai um exemplo do porquê eu penso assim. Durante essa última visita, no dia em que fui ao Magic Kingdom, por volta de 12h, eu estava na fila do brinquedo dos Sete Anões. Olhei para o marcador de tempo, e a espera era de 65 minutos. Estava quente, e na fila havia famílias grandes que, assim como eu, estavam ali esperando para viver uma experiência emocionante.

Imaginem esse cenário e deem categorias diferentes à paciência necessária para lidar com isso: espera, alta temperatura, pessoas diferentes e, no caso das famílias, lidar com o comportamento de cada um, que pode ser diferente do esperado em cenários assim.

Foi em momentos como esse, parada naquela fila ao meio-dia, com o sol na cabeça, que pensei: nossa, ir à Disney requer muita paciência.

Aí vem a pergunta que talvez você tenha em mente: se a Disney requer toda essa paciência, por que você vai?

E a resposta é simples: porque eu amo.

Amo a energia do lugar. Amo esperar nas filas sabendo que terei uma experiência emocionante em algum brinquedo excepcional. Amo a mistura de tanta gente diferente. E tento ir em horários estratégicos para lidar com o calor.

Agora que você leu sobre a paciência da Disney, eu quero te contar que para melhorar seu relacionamento com as finanças, você também precisará da virtude da paciência e de uma boa dose de resiliência.

Calma, você não precisa querer ir à Disney para desenvolver isso — e tudo bem não querer ir a um parque lotado. Mas não está tudo bem tratar suas finanças como se elas não fossem essenciais para uma melhor qualidade de vida.

Quando iniciei minha jornada, eu tinha certas ansiedades, e no decorrer do tempo eu fui alimentando minha paciência

Paciência para lidar com alguns erros cometidos no meio do caminho.
Paciência para uma demora na mudança de comportamento.
Paciência para olhar para as faturas do cartão de crédito (e, às vezes, levar um susto).
Paciência para me entender no meio desse processo e lembrar do meu porquê em diversos momentos.
E, quando por fim comecei investir, precisei (e ainda preciso) de paciência para ver os juros compostos multiplicando o meu dinheiro. Paciência também para lidar com tempos em que a economia não está colaborando com meus objetivos. 

Enfim, não é um comportamento que muda da noite para o dia. Não mesmo.

Mas, com paciência e resiliência, as coisas vão acontecendo. Se eu, que já tive o nome sujo diversas vezes, mudei, acredito que você também possa mudar.

Seguimos aqui, pacientes, esperando na fila do FIRE. Sem dúvidas, vai ser a experiência mais emocionante.

Por hoje é isso. Obrigada por ler.

Um abraço,

- Débora

Débora Carvalho-Roy

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